TXTs

02 - Bons dias pedem biz

TXTs

04 - Kagandha y Andandha - Vai dar tudo certo

TXTs

06 - Camelô

07 - O mundo é uma terapia de grupo

08 - Mantém

12 - Restaurante Neoliberal

15 - Cinenarcográfico

09 - N'outra velocidade

11 - O tédio prosperando

19 - Opinologia

04 - Importância nenhuma

18 - Ligado logado bugado

14 - Atrapalhando

MÁQUINA DE FAZER NOSSA TERRA TREMER

Aeronaves cibernéticas, sem tripulação

Na velocidade da onda, na nossa direção

A potência da ciência versus a frequência da ganância?

A potência da ciência na frequência da ganância

 

Ressonância em placas tectônicas geram terremotos por microondas

Desabilitam eletroeletrônicos, perturbam funções cerebrais humanas

 

É a máquina de fazer nossa terra tremer

 

Se você não entende o que eu digo, faz sentido o que estou transmitindo?

O recado é geofísico – sísmico. Invisível, faz sentido

 

O protocolo articulado, configurado experimenta

Latitude, longitude, modo linear ordinário

Kilowatts tensos, sinal de radar intenso

Antes do furacão, um raio de dipolos cruzados

 

É a máquina de fazer nossa terra tremer

 

A nova era, eletromagnética, fervendo a ionosfera.

SUMIÇO (gravada pela Sequelândia)

 

Agilizo um sumiço

Pra gente ficar junto

Longe disso tudo

 

Agilizo um sumiço

Um abrigo, um carinho

Pra gente evaporar pelo caminho

 

Um cativeiro maneiro

Nenhum tiroteio

Sem radar, sem freio

 

Um céu pra nós dois…

… E o mundo fica pra depois

PRA QUE CRIAR CASO?

 

Pra que criar caso?

O caso dá muito trabalho

Tá pensando que o caso é um cachorro

Ou que o caso é um papagaio?

 

Você bota água pra ele beber

Um jornal pra ele cagar

Ração pra alimentar

E eu prefiro não criar

 

O caso é seu dilema, visto de um ângulo freudiano.

Peço que neutralize-o entregando a um monge tibetano

Ou entregue aos especialistas em criar caso no cotidiano: reúna a imprensa, culpe um iraquiano, chame a carrocinha da ONU

Ou deixe-o na porta do Vaticano.

US MALUCO TÃO FICANDO DOIDO

 

Us maluco tão ficando doido

Fazendo feijoada na cafeteira

Os maluco tão ficando doido

Pegando tangerina na mangueira

 

Mas eles são gente. Gente fina, simplesmente

 

Us maluco tão ficando doido

Porque a vida é uma grande brincadeira

Us maluco tão ficando doido

Montando seu mosaico de incertezas

 

Dias cheios de endorfina

Vibrações boas, vindas

 

Us maluco tão ficando doido / Mas nunca foram parados pelo Bope

Us maluco tão ficando doido / Nem foram entrevistados pelo Ibope

Presente do Indicativo

eu papagueio

tu papagueias

ele papagueia

nós papagueamos

vós papagueais

eles papagueiam

 

Pretérito Perfeito

eu papagueei

tu papagueaste

ele papagueou

nós papagueamos

vós papagueastes

eles papaguearam

 

Pretérito Imperfeito do Indicativo

eu papagueava

tu papagueavas

ele papagueava

nós papagueávamos

vós papagueáveis

eles papagueavam

Presente do Subjuntivo

eu papagueie

tu papagueies

ele papagueie

nós papagueemos

vós papagueeis

eles papagueiem

 

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

eu papagueasse

tu papagueasses

ele papagueasse

nós papagueássemos

vós papagueásseis

eles papagueassem

 

Futuro do Subjuntivo

eu papaguear

tu papagueares

ele papaguear

nós papaguearmos

vós papagueardes

eles papaguearem

Pretérito mais-que-perfeito

eu papagueara

tu papaguearas

ele papagueara

nós papagueáramos

vós papagueáreis

eles papaguearam

 

Futuro do Presente

eu papaguearei

tu papaguearás

ele papagueará

nós papaguearemos

vós papagueareis

eles papaguearão

 

Futuro do Pretérito

eu papaguearia

tu papaguearias

ele papaguearia

nós papaguearíamos

vós papaguearíeis

eles papagueariam

Imperativo Afirmativo

—————

papagueia tu

papagueie ele

papagueemos nós

papagueai vós

papagueiem eles

 

Infinitivo Pessoal

eu papaguear

tu papagueares

ele papaguear

nós papaguearmos

vós papagueardes

eles papaguearem

  

Gerúndio: papagueando

Particípio: papagueado

 

pa.pa.gue.ar
Verbo intransitivo.
Falar muito, e como o papagaio; palrar.

AQUELA ONDA, AQUELA BRISA

 

Dançaram como se ninguém estivesse olhando

Bombando na pista, sorrindo brindando

Na batucada ele sambava, no rock ’n’ roll ela surtava

E nas levadas da noite o casal se acabava

 

Era o clima do cara

Era o clima da mina

 

Trocaram idéia, trocaram saliva

Até o sol invadir as retinas

Encheram a cara, perderam a linha

(Ela perdeu a pipa e a rabiola)

DEPOIS DA FAIXA AMARELA

 

A vida tá passando e a gente passando a mão na bunda dela,

que, gostosa, dança com cada um de nós depois da faixa amarela.

ADMIRALGO

 

Embaixo da amendoeira

Nenhum som de britadeira

Um papo sem eira nem beira

Em volta da fogueira

 

Amanhecer-se | desmesquinhar | transparecer

 

Relax na cachoeira

O visual das paineiras

A espreguiçadeira

Uma boa trepaderia

 

Sorrir-se | jamais empedernir | praiar

 

Um dia tranqüilo…

De bobeira

Tudo festa

Tudo feira

 

– Paz, amor e barriga cheia

JOÃO GILBERTO JUNKIE (VIOLEIRO MALOQUEIRO)

 

João Gilberto junkie quando toca é punk

Bebe, fuma, cheira e xinga. Nenhum juízo na moringa

Com um banquinho, um violão e um pedal de distorção

Ele afunda o barquinho – derruba o samba junto com o avião

 

Chega no palco pancadão

A primeira música canta a capella, pra desbelotar no violão

Oferece pra platéia, diz que é dia de festa

Toca alto, topa todas

 

Em Copacabana, prancha uns 10 por semana: cracudo, PM ou bacana

Mas seu “adevogado” é mais forte que o santo: 52 habeas corpus por ano

Hardcore, nunca dorme. Se a grana encurta, trafica, cafetina

Trampa de garçom pra clonar um cartão

Vende pacote na agência de viagem e dá balão no reveillon

 

Vive de som

* 288 DO BEM (gravada pela Sequelândia)

 

Da mesma paz o cachimbo – e todo mundo curtindo
Um banho de sol nesse hospício – um banho de sol

Aqui ninguém é vip, aqui ninguém é chique
Todo mundo largado e muito mais irmão
Aqui ninguém é vip, aqui ninguém é chique
Todo mundo duro e muito mais diversão

288 do bem – tá formada a quadrilha
Chegaí, chegaí, só família

Aqui a gente anda pra frente – caiu, levanta
Aqui a gente anda pra frente – às vezes caga e anda

Lavando a consciência, deletando o que não presta
Doando o que não se usa, tomando o que interessa
Aceitando o que não se muda na correria ou na calmaria
”Tâmu” no Brasil, “tâmu” na luta…

288 do bem – tá formada a quadrilha
Chegaí, chegaí, só família

 

* No código penal brasileiro, o artigo 288 significa formação de quadrilha – somos uma quadrilha do bem.

RAGGAMOPHO / Cada George Bush tem o Bin Laden que merece (gravada pela Sequelândia)

(Gutz e Gimene)

 

Eu viro lata, viro lata de cerveja

Viro concreto e lata d’água na cabeça

Você enfia um troco pela minha goela

Eu até como, mas não cago uma moeda…

 

Fico puto quando vem a conta da Light

Na seqüência vem a CEG, vem Cedae

Multinacionais… multinacionais, mas…

 

CADA GEORGE BUSH TEM O BIN LADEN QUE MERECE

 

Seu ego não cabe nesse terno

Você se acha esperto rindo de qualquer protesto

Com seus amigos canibais digitais

Bebendo uísque em paraísos fiscais

 

O Che Guevara assassinado pela CIA dá as caras na C&A

O Che Guevara assassinado pela CIA dá as caras na C&A

 

CADA GEORGE BUSH TEM O BIN LADEN QUE MERECE

 

Bolado com esse mundo torto nesse raggamopho. “Hip hop style”, falando “pacaryle”

 

– Sheena is a punk hacker.

MÚSICA PARA MEIA DÚZIA

 

Não precisa tocar na rádio

A rádio já não se toca

Tudo é a cópia da cópia

 

Não precisa rolar na TV

A tv nem se liga

Tudo é a cópia da cópia

Cópia do mapa da mina

UMA CUÍCA NA CUCA (gravada pela Sequelândia)

 

Às vezes parece que a gente tem

Uma cuíca na cuca

 

Dá tilt na fala

E zique-zira na cara

No dia seguinte

Neosaldina e água

 

Algum excesso de informação?

Na nossa vista muito neon?

É neurose do dia-a-dia

Ou overdose de burocracia?

 

Até pra limpar a bunda o papel tem duas vias!

AMANHECEU

 

Amanheceu

e nós

somos os últimos postes

acesos

 

Você, bêbada

Eu, bêbado

CHEGUE LOGO (para meus filhos)

 

Chegue logo, chegue pra gente te ver

Reaprender contigo o “b-a-bá” de se viver

 

Em que canto você vai dormir, ainda não sei

Só sei que meu lugar será eternamente seu

 

Um dia iremos morrer

E por isso, o que aqui teremos?

Apenas o melhor que pudermos fazer

 

E isso é tudo:

Ser

Ter o que se dá